Crossroads
Em noites de lua cheia músicos de blues em busca de dinheiro e reconhecimento iam sozinhos até uma encruzilhada fora da cidade. Pouco antes da meia noite eles puxavam seus violões ou gaitas e começavam a tocar uma música. Então um homem muito bem vestido, de terno e chapéu, surgia e se juntava tocando e cantando a melodia que já não era mesma. Era assim que se fazia o pacto com o diabo, assim os homens vendiam a alma em troca de sucesso com o blues.Além de toda mística e religiosidade, sem descrenças (Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay) surge a cada dia novas encruzilhadas, e algo deve ser deixado pra trás em troca de algo novo. A mediocridade, inclusive, pode ser deixada pra trás em troca de alma-vida. Bem como a alma-vida pode ser substituída pela imobilidade de uma “vida sem sentido”(o sentido da vida, se há um, já é outra história).
Encruzilhadas
Todo dia é dia de lua cheia, toda hora é uma hora perto da meia noite. O diabo está do nosso lado, esperando já impaciente pra acompanhar a melodia. E então? Que música tocaremos? O que deixaremos e o que aspiramos?
Que música tocaremos?
imagem: Robert Crumb

2 Comments:
deixo a palidez em troca de sangue subindo à face e estourando algumas veias.
Olá, pessoamiga, este seu espaço é ótimo. Parabens. Deixo um um poemiudinho por gratidão:
Coração de mulher:
a flor que nasce do sol
e realiza a vida.
Beijabrações
www.luizalbertomachado.com
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